quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Pouco sinto quanto devo
quê me faz, senão ficar 

sob os silêncios das palavras
só não digas me escavar 

tu mal sabes quem sou eu
tu nem sabes o que doeu
tu só sabes das mentiras
que contastes sendo eu

lastimável, tua máscara
um dia cai, sejamos francas

impecável, para os tolos
e aos cegos por tuas bandas
já vai tarde,
não me enganas

se em teu íntimo a dor grita
só tenho eu a lamentar
não fui eu que acendi o fogo
sob o qual irás queimar

tua consciência cedo ou tarde
saberá que apontar

eu aguardo, o tempo é justo
não preciso
desculpar.

já fui
a tola
a tentar.

agora eu resto,
ao que me resta,
descansar.

estou em paz.

vá-te já.

não espero.


adeus

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Conectados

se somos matéria mesma da Terra,
somos filhos do centro, e do topo.
conectados.

somos da mesma matéria do dia que amanhece,
do sol que nos ilumina,
de todos os seres que evoluem 
na natureza,
conectados.

da mesma matéria do ar que nos enche os pulmões
de cura, de combustível 
para todas nossas células,
conectados.

da mesma matéria do amor que nos percorre,
simplesmente por estarmos vivos mais um dia.
sim, essa vida que insiste em pulsar
também é uma forma de amor.

se somos tudo isso,
conectados,
percebo a mim em ti e também
 nas nuvens que refletem as cores,
todos nós conectados.

por isso sou feliz por saber que sou muito,
muitas
e muitos.
hoje sinto gratidão por mais um dia,
conectada.

🌼✨🌱